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PICO DE MASSA ÓSSEA

Os ossos desenvolvem-se ao longo dos anos da infância, adolescência e início da vida adulta. Tornam-se maiores, mais densos e mais fortes. Durante todo esse período a massa óssea aumenta. No início da vida adulta, por volta dos 18 anos, cerca de 60% da massa óssea total já está desenvolvida. Ela continua a crescer ligeiramente na faixa etária dos 20 anos e aproximadamente aos 30 o esqueleto já atingiu o máximo de sua massa óssea (pico de massa óssea). Após esse período, há uma fase de estabilização que se prolonga até geralmente o início da menopausa, seguida de uma diminuição gradativa.

O pico de massa óssea varia de pessoa para pessoa e alguns fatores o determinam, como:

Hereditariedade: pesquisas indicam    que fatores genéticos representam três quartos da variação do pico de massa óssea entre as pessoas;

Gênero: o pico de massa óssea é menor nas mulheres do que nos homens;

Atividade Física: os ossos se adaptam ao esforço do exercício tornando-se mais densos e mais fortes;

Dieta: a alimentação rica em cálcio e vitamina D otimizam o pico de massa óssea;

Raça: os brancos e descendentes de asiáticos têm menor densidade óssea do que negros e hispânicos;

Hormônios: o equilíbrio na quantidade de hormônios é fundamental para a manutenção da saúde óssea. Alguns influenciam positivamente, contribuindo para a formação óssea. Outros já aumentam a reabsorção. De todos, o que tem maior impacto é o estrogênio. Sua deficiência é fator determinante na diminuição da massa óssea no início da menopausa. Cabe destacar que o estrogênio também pode diminuir em outros momentos ou situações, como em mulheres com baixos percentuais de gordura. Isso acarretará enfraquecimento dos ossos em qualquer idade. E se essa situação ocorrer na adolescência, o pico de massa ósseo será afetado negativamente. Portanto, qualquer fator que diminua excessivamente a quantidade de gordura corporal causará danos aos ossos. Não importa se essa magreza ocorrer em virtude do esporte ou de distúrbios alimentares.

Estilo de Vida: o uso de álcool e fumo têm um efeito negativo no desenvolvimento da massa óssea.


O pico de massa óssea e a perda óssea que ocorre após esse período são determinantes para o surgimento da osteoporose. Alguns fatores não estão sob nosso controle, como a genética, mas outros são totalmente controláveis como o estilo de vida, dieta e sedentarismo. Seja na prevenção ou no período de perdas, pode-se melhorar a densidade óssea, tornando os ossos mais fortes e prevenindo quedas e fraturas.

 Quanto maior for o pico de massa óssea, menor será o risco de fraturas devido à osteoporose, numa fase posterior da vida.


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