A osteoporose é uma doença silenciosa que afeta os ossos tornando-os porosos. A estrutura fica tão frágil que o osso facilmente se quebra em movimentos do dia a dia, como curvar-se ou girar o tronco para olhar para trás. A doença não apresenta sintomas, então a pessoa geralmente só a descobre após a ocorrência de uma fratura.
Acreditava-se que a doença fosse inevitável, uma consequência natural do envelhecimento como, por exemplo, o enbraquecimento dos cabelos ou o surgimento de rugas. As pessoas aceitavam conviver com os efeitos da doença.
Na década de 1940, a doença foi associada ao hormônio estrogênio, pois observou-se que muitas pessoas afetadas por ossos frágeis ou fraturas eram
mulheres que já haviam passado da menopausa. A partir de então, as mulheres foram orientadas a fazer o tratamento de reposição hormonal para evitar as perdas ósseas desse período.
A osteoporose pode ter outras causas, porém a mais comum é a diminuição do estrogênio no
período pós-menopausa. Nessa fase as taxas do hormônio caem
drasticamente. O estrogênio não age diretamente nos ossos, mas ele atua
indiretamente estimulando substâncias que aumentam a formação óssea ou que
bloqueiam a reabsorção óssea (retirada de cálcio e minerais dos ossos). Por
exemplo, ele bloqueia a ação da paratireoide que aumenta a reabsorção óssea e
estimula a calcitonina que diminui a reabsorção óssea. Ele também ativa a vitamina D que ajuda a absorver o cálcio no intestino.
Assim, o estrogênio, além de outras funções, também desempenha um papel fundamental: proteger a saúde óssea da mulher. Quando seus níveis caem, a massa óssea também diminui, fragilizando a estrutura óssea e tornando o osso mais propenso a sofrer fraturas.

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