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FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE

 A osteoporose é uma doença influenciada por diversos fatores. Alguns deles não podemos controlar, são características individuais de cada indivíduo. Outros são evitáveis, pois estão relacionados ao comportamento e estilo de vida.

 Fatores de risco não controláveis:

ü  Sexo: as mulheres são a maioria das pessoas afetadas pela doença. Além de possuírem ossos menores, elas também vivem mais, então têm menos osso para perder e mais tempo para perdê-lo. O hormônio estrogênio, protetor dos ossos, também é feminino e diminui muito no período pós-menopausa;

ü  Hereditariedade: se sua irmã, mãe ou tia têm osteoporose ou já sofreram fratura em virtude da dela, é muito provável que você também desenvolva a doença;

ü  Idade: quanto maior for a idade maior é a chance de afetar a saúde óssea, pois a massa diminui gradativamente após os 30-40 anos;


ü  Raça: brancos asiáticos tem menor massa óssea do que outras raças e por isso maior risco de desenvolver a doença. Negros têm menor risco do que brancos, pois possuem mais massa muscular e ossos mais fortes e densos;

ü  Constituição magra e pequena: a mulher com estrutura óssea pequena tem ossos menores e estimulam menos a formação óssea devido ao baixo peso;

ü  Exposição ao estrogênio: o estrogênio estimula indiretamente a formação óssea, assim qualquer alteração em seus níveis terá um impacto negativo sobre a massa óssea. Isso se aplica tanto a mulheres na pós-menopausa como naquelas que menstruaram tarde (após os 16 anos), que entraram na menopausa precocemente ou que retiraram os ovários.

 Fatores de risco controláveis:

ü  Alimentação: uma dieta com baixa ingestão de cálcio e vitamina D são essenciais para a manutenção da saúde óssea. Mulheres devem ingerir, diariamente, cerca de 1500mg de cálcio no período pós-menopausa. Antes desse período de 1000 a 1200mg por dia. A vitamina D pode ser ingerida em peixes gordurosos, óleo de fígado de peixe, fígado e gema de ovo. Porém, a maior parte da vitamina D provem da exposição à luz solar. Recomenda-se expor a pele ao sol por 10 a 15 minutos, pelo menos duas a três vezes por semana. Importante destacar que a pele deve ser exposta diretamente ao sol e sem protetor solar.

ü  Distúrbios alimentares, perda de peso excessiva e dietas: mulheres que pararam de menstruar por distúrbios alimentares como bulimia e anorexia terão os níveis de estrogênio diminuídos. O mesmo acontece em virtude de dietas ou exercícios extenuantes que levam a perda excessiva de peso. Todas essas situações levam ao decréscimo dos níveis de estrogênio e à diminuição significativa da massa óssea.

ü  Sedentarismo: a prática regular de exercícios é fundamental para consolidar ossos fortes. Na infância e adolescência contribui para otimizar o pico de massa óssea, garantindo uma maior quantidade de osso antes que as perdas comecem. Após esse período de ganho natural o exercício auxilia diminuindo o grau de perdas, podendo prevenir uma perda excessiva e a ocorrência da osteoporose. E para pessoas que já tem osteoporose, pode amenizar os níveis de perda e ser suficiente para evitar fraturas;

ü  Fumo: esse hábito tão deletério à saúde também é prejudicial para manter a saúde óssea. Ele interfere na produção de estrogênio e na absorção de cálcio. Além disso, pode antecipar a menopausa e aumentar a perda óssea em mulheres na pós-menopausa;
ü  Álcool: a mulher que ingere 30ml de álcool por dia, produz efeito tóxico sobre as células formadoras de osso (osteoblastos) e estímulo, indesejado, sobre as células que removem osso (osteoclasto).

Muitos são os fatores que interferem na saúde óssea. Infelizmente, alguns fogem ao nosso controle, então medidas preventivas serão recomendadas pelo seu médico, como alimentação adequada, exposição ao sol, atividade física e dependendo do caso, suplementação de minerais.

Outros fatores, porém, podem ser evitados ou controlados. Comportamentos do dia a dia podem ser modificados para melhorar a qualidade do osso.

Abandonar o sedentarismo, o fumo e consumo excessivo de álcool já terá um efeito significativo e positivo sobre a saúde óssea. Cabe a cada um mudar aquilo que está em seu controle para que possa desfrutar de uma vida autônoma e com qualidade de vida.

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