Mas será que todos os ossos são afetados da mesma maneira?
Para se entender melhor a doença e as regiões de maior risco é importante que primeiro se conheça os tipos de tecido ósseo.
A olho nu, vê-se apenas a estrutura compacta e dura de um osso. Porém ele não é igual em todo o seu comprimento.
As extremidades possuem predomínio de um tipo de osso que é mais esponjoso e leve chamado trabecular. Esse tipo de osso também está presente em toda a estrutura mais interna do osso.
O osso cortical circunda o osso trabecular e está em maior quantidade no seu comprimento. Esse tecido é mais compacto e resistente do que o trabecular.
Todos os nossos ossos apresentam estes dois tipos de tecidos, porém em alguns predomina mais um tipo do que o outro. As vértebras da coluna e a pelvis - osso do quadril - possuem maior quantidade de osso trabecular, enquanto os ossos longos das pernas, braços e costelas são na sua maior parte compostos de osso cortical.
A osteoporose está presente em maior frequência em ossos com predomínio de osso trabecular, como as vértebras, colo (cabeça) do fêmur e punho. Essas regiões são mais suscetíveis à doença pois a sua estrutra já possui maior quantidade do tecido que é naturalmente mais esponjoso.
Pode-se perceber que na superfície do osso há regiões mais esbranquiçadas do que outras. Nessas áreas existe mais osso cortical.
Na medida em que se observa a parte mais interna do osso, nota-se que a imagem é mais translúcida, isto se deve ao fato do predomínio de osso trabecular, que não é tão compacto quanto o cortical.
Mas, é claro, que a avaliação de um exame de imagem necessita de conhecimento técnico especializado e aqui se propôs apenas exemplificar os dois tipos de ossos numa imagem real.


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